O trabalho de desenvolvimento em Angola

Pieter A. Stam & Gerda A. Poortvliet

Category: Miscellaneous

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Summary

Um trabalhador de desenvolvimento e sua esposa foram enviados para Angola (1998 - 2001) durante um período de paz. Mal chegam, a guerra civil começa de novo e, consequentemente, o trabalho é realizado em condições, por vezes, perigosas.

Gerda fala do seu trabalho com grupos de mulheres da Diocese do Sumbe e de suas atividades diárias em casa. Pieter escreve sobre seu trabalho com a Cáritas do Sumbe e seus esforços para pôr o hospital Boa Entrada reparado.

Em 2005, os autores visitam Angola, pela primeira vez, depois da guerra e, finalmente, veem os resultados de seus esforços.

From the book

Introdução

Angola sofreu muito durante a guerra colonial com Portugal e as guerras civis que se seguiram. A sua independência foi em 1975, após uma sangrenta guerra, que começou em 1961 e que continuou cerca de quinze anos. A partir de 1975, houve um conflito entre os dois ex-aliados, que juntos derrotaram o colono português, ou seja, o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola). Esta guerra civil terminou quando o líder da UNITA, Jonas Malheiro Sawimbi foi morto em 2002. Essa guerra civil é a razão pela qual Angola é hoje um país pobre e subdesenvolvido, e que muito foi destruído.
A Diocese de Sumbe, cuja capital tem o mesmo nome, foi criada em 1975. A província a qual pertence é o Kwanza Sul, situada na região costeira, ocupando uma área de 55.000 km2 e com uma população de cerca de 1000.000, comparada com a Holanda 41,160 km2 e cerca de 16.000.000 pessoas. A organização Cáritas da Diocese foi criada em 1978. A Diocese pretendia melhorar a situação da saúde na província do Kwanza Sul e, por essa razão, o hospital da Boa Entrada, fortemente danificado, foi entregue, pelo governo, à Diocese. Houve um entendimento e acordo: a Igreja Católica iria reparar o hospital com a ajuda de uma ONG estrangeira (Organização não governamental). O hospital poderia então servir como um centro de cuidados de saúde para os distritos circundantes. Também foi estipulado que a igreja iria trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, ao nível da província.
A Diocese aproximou-se da organização do Memisa com uma proposta de assistência, que foi aprovada. O programa teve início em Fevereiro de 1998, com a chegada da família Stam, em Angola. Nós, Pieter e Gerda, fomos enviados pela Memisa / Cordaid para implementar o programa. Permanecemos no Sumbe a partir 1998 – 2001, ao serviço da Diocese do Sumbe. Ali estivemos como um especialista em ajuda ao desenvolvimento, destacado pela Cáritas com os objetivos seguintes:
1) Reabilitar o hospital da 'Boa Entrada';
2) Reforçar a infra- estrutura da Cáritas diocesana;
3) Coordenar o programa de saúde da Diocese.
Gerda trabalhava, como voluntária, com grupos de mulheres e deu aulas de costura (como projetar e fazer a roupa). Ela também estimulou a implementação de projectos comunitários de pequena escala.
A guerra civil eclodiu novamente em 1999 e, conse-quentemente, o programa de saúde teve que ser fechado, por razões de segurança. Isto significava que o programa não foi estendido nem cumprido, após os primeiros três anos. No entanto, houve alguns progressos. O hospital tinha sido reparado e a Cáritas do Sumbe, na altura, tinha os meios para levar a cabo os seus programas. Depois de muitas análises, notamos que era preciso olhamos para a possibilidade de prosseguir com o trabalho no Sumbe, pelas seguintes razões:
1) Continuar a agradável relação de trabalho com a Diocese;
2) Terminar com o que nele se tinha começado;
3) Continuar a solidariedade para com Africa.
A “Igreja em Acção"(a organização da Igreja Protestante Holandesa na realização de trabalho missionário), apoiou projectos em Angola durante longos anos. Em 2008 houve a intenção de trabalhar mais estreitamente com outros grupos religiosos. Assim, "Igreja em Ação” estimulou iniciativas das congregações ind viduais. A Igreja Protestante da Kleverskerke (uma pequena aldeia na província de Zeeland, nos Países Baixos) apresentou uma proposta para apoiar a Diocese do Sumbe através de um programa de escala média: small projects. Várias outras congregações da igreja em Zeeland queriam participar neste esforço no sentido de ajudar a Igreja Católica, no Sumbe. As igrejas foram regularmente informadas sobre o progresso dos respectivos programas, através de apresentações, palestras, pastas e exposições.
Percebemos que as pessoas estavam interessadas em saber como é que vivemos e trabalhamos, em Angola. E Gerda, em particular, teve de responder à muitas perguntas sobre o nosso dia-a-dia nos arredores. Por este motivo, decidi escrever este manuscrito, a fim de dar algumas impressões de nossas experiências quotidianas. Houve decepção, mas também houve satisfação e alegria, como é natural, na vida.
Nós convidamos os estimados leitores, para compartilhar uma visão das nossas experiências, num país em desenvolvimento.

About the author

Pieter e Gerda Stam (1940,1944) trabalharam por muitos anos em África, primeiro no Sudão para a FAO e, posteriormente, em Angola para uma Diocese. Pieter Stam trabalhou toda a sua vida nos trópicos em muitas disciplinas, e chama a si mesmo, por vezes, um tambor de gasolina, que no passado também foi usado nos trópicos para muitas finalidades. O casal vive em Kleverskerke , Zeeland , Países Baixos desde 2001.

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Product information

Title:

O trabalho de desenvolvimento em Angola

Author:

Pieter A. Stam & Gerda A. Poortvliet

Category:

Miscellaneous

Number of pages:

64

Illustrated:

Yes

Format/size:

Paperback A5

Release date:

19-03-2020

ISBN:

978-94-6389-989-5 / 9789463899895

Price:

€ 15,99

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